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domingo, 28 de junho de 2015

FACEBOOK DAI DO ARMÁRIO





O dia em que o Facebook saiu do armário


                 


ZUCKERBERG
       
reprodução/facebook


                                




Por Fabro Steibel, Coordenador-Geral do ITS


26 de junho foi a data em que um algoritmo descobriu quem era a favor - ou não - da união homoafetiva. Em nome da causa (muito mais do que pela decisão americana), todo mundo deu um "update" no seu Facebook. Mais eficaz que um vox populi ou pesquisa de Ibope, aqueles que apoiam a causa voluntariamente trocaram sua foto de perfil por um avatar com as cores do arco-íris.


O que aconteceu ali não aconteceu em 2011, quando o Supremo Tribunal Federal decidiu a favor da união homoafetiva, em 2013, quando o Conselho Nacional de Justiça aprovou resolução que proibiu cartórios de recusar a celebração de casamentos civis entre pessoas do mesmo sexo, nem em 2015, quando a Irlanda aprovou por plebiscito o casamento homoafetivo. Mas hoje, motivados pela decisão da justiça americana que legalizou o tema, Obama fez uma celebração da data por post, Dilma e a CGU coloriram os avatares, e a Visa, num raio boticarizador, entrou no clima da mobilização.


Em 26 de junho, a privacidade, do armário, saiu pelas timelines. Na fan page de Jean Willys e de Jair Bolsonaro, não só os comentários se dividiam como a favor ou contra; também era possível inferir o posicionamento de cada um apenas ao olhar seus avatares. Mais do que esquerda e direita, um tema simples e direto, que divide preferências como a água e azeite. E o Facebook só olhando.


Na data, o clique em "like" tornou-se um mecanismo de participação. Obama atingiu 2 milhões de likes, celebridades atingiram marcas de milhares de apoios e pessoas comuns atingiram pelo menos cem curtidas ou mais em suas fotos de perfil. Poucos tiveram tantos likes antes (mesmo os que disputaram eleições, ou estrelaram grandes obras, ou fizeram aniversário de casamento).


O Facebook ficou sem saber na verdade se quem manteve o "velho" avatar manteve porque era contra, ou porque não sabia como colorir a imagem, ou até mesmo porque tinha outra coisa por fazer ou estava sem 3G no dia. A leitura da troca ou não do avatar está longe de ser binária, mas feita por máquinas, no longo prazo, sugere padrões de comportamento cada vez mais precisos - e individualizados.


O Facebook tentou anteriormente fazer ações públicas para registrar o ato de votar ou para registrar o apoio à vítimas de terremoto, mas até então memes como vestido branco, azul e dourado haviam feito algo que algoritmo nenhum do Facebook tinha conseguido realizar. Isso era 26 de fevereiro. Agora chegou o 26 de junho, dia em que o algoritmo do Facebook saiu do armário.


Passadas poucas horas do início do fenômeno (sim, horas; porque o tempo da Internet é curto) já se especulava quais marcas aderiram ao movimento por oportunismo ou crença. Já se pressionava Fan Pages como a da Prefeitura de Curitiba, que sempre defenderam a causa, a se colorir, como se o ato da troca do avatar fosse um divisor de águas entre ser contra ou a favor. Entre ser nós ou eles. E o Facebook ali, com seu algoritmo, a medir e a documentar.


26 de junho foi o dia em que o Facebook soube (ainda mais) que eu apoio a causa homoafetiva. Foi quando ele soube outros detalhes de mim e de meus amigos, e o dia em que meu passado digital (como o de muitos) ganhou ainda mais nitidez. Essa foi a data em que muita gente saiu do armário, coloriu o seu perfil com as cores do big data e o Facebook, claro, viu tudo.








FONTE:




Favoritar


Centro de pesquisas sobre o impacto social, jurídico, cultural e político da tecnologia




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