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terça-feira, 16 de junho de 2015

CURA DA AIDS







Vamos viver para ver a cura da Aids, diz Kevin Frost, CEO da amFAR



KEVIN FROST E CHER








Na tarde em que entrevistei Kevin Frost, em abril deste ano, ele se preparava para receber celebridades como Kylie Minogue, Cher, Kate Moss e Naomi Campbell em um baile exclusivíssimo. Quem quisesse dividir uma mesa com elas teria de desembolsar atémeio milhão de reais (US$ 150 mil dólares). Parece caro? Santa Cher! Todos os convites foram vendidos.


Transformar todo este glamour em ciência é o trabalho de Kevin Frost, CEO da amfAR (American Foundation for Aids Research). Dá certo: desde 1985, a amfAR investiu mais de R$ 1,2 bilhão em patrocínios a instituições de pesquisa -- a maior parte da grana, fruto de bailes filantrópicos e leilões. O objetivo é um só: encontrar a cura da Aids até 2020. Meta ambiciosa? Kevin diz que estamos muito perto de alcançá-la.






- Você já foi um cantor de ópera. Qual foi seu ponto de virada?


Existe uma música do John Lennon que diz "a vida é o que acontece com você enquanto você está ocupado, fazendo outros planos".
E foi isso o que aconteceu comigo. Como a maior parte dos músicos e artistas da minha idade, eu tive que encontrar formas de me sustentar. E então fui surpreendido pela epidemia da Aids quando me mudei para Nova York.
Tudo começou porque eu trabalhava na parte de música clássica de uma loja de discos, quando uma jovem mulher veio trabalhar lá.
Então um dia ela veio a mim e disse, minha mãe está começando este programa de pesquisa na universidade, sobre Aids, e ela precisa de uma pessoa para ajudá em meio período. Então eu fui fazer a entrevista. E aqui estou eu.






- Como podemos fazer para dissociar a imagem da Aids como sendo uma doença exclusivamente gay? Hoje, há grupos de infectados, como mulheres mais velhas, que não se vêem como um sujeito da Aids.


Deixando de lado este grupo por ora, existe algo que chamamos de percepção de risco. Acho que, para a maior parte das pessoas educadas, no Brasil, seria muito difícil argumentar que não escutaram nada sobre a Aids, que não estão cientes do que a Aids significa, o que é HIV. A maior parte das pessoas conhece.
O problema não é a conscientização. O problema é que eles não se enxergam como pessoas em risco. Então, sejam mulheres mais velhas, casadas, ou jovens gays, ou mulheres pobres. A não ser que eles se percebam como pessoas em risco, não importa o quanto elas saibam sobre a Aids. É como se eu dissesse "eu sei que é muito perigoso pular de paraquedas", mas se eu não acho que é perigoso para mim, continuo fazendo isso.
E é isso o que acontece: as pessoas não se vêm como em risco, e então elas simplesmente fazem sexo sem camisinha.






- Quer dizer que não estamos passando a mensagem com eficiência?


A mensagem não é, necessariamente, o suficiente. O maior fator de risco para se tornar um infectado por HIV na Índia é o casamento. Se casar coloca uma mulher na Índia no maior grupo de risco para o HIV. Por quê? Porque culturalmente, homens casados vão a bordéis. Eles vão e fazem sexo com prostitutas, é uma prática muito comum. E eles voltam para casa, infectados, e transmitem o vírus a suas mulheres.
Não é tão diferente do que você descreveu. Mas qual mensagem podemos dar para uma mulher que é casada e seu marido a trai, e traz a Aids para dentro de casa? Não são as mulheres casadas que precisam pegar a mensagem. São os homens.
Se os homens estão saindo, transando com prostitutas e trazendo o vírus para suas esposas, são os homens que precisam ser alcançados com estas mensagens. Eles são os que têm de mudar seu comportamento, se quiserem proteger suas esposas.
Porque não sei o que você poderia dizer a uma esposa, e eu não sei como uma esposa indiana diria a seu marido que quer usar camisinhas. A mensagem tem de ser direcionada à pessoa certa, da forma certa.






- Também temos um grupo de risco forte no Brasil, que são jovens gays. Eles têm liberdade para usar camisinha e sabem dos efeitos da Aids, e mesmo assim não usam. É o caso de enviar uma mensagem mais forte?


Mais forte não. Outra mensagem. Acho que a ideia de que os jovens vão usar camisinhas o tempo todo não é realista. E não é uma estratégia de longo prazo para lidar com a complexidade das vidas sexuais. Camisinhas são apenas uma das ferramentas disponíveis.
E algumas pessoas vão usá-las, o tempo todo. Para estas pessoas, obrigado, estou feliz que o façam. Mas algumas pessoas não o fazem. E não é por que elas querem se colocar em risco. Camisinhas reduzem a sensibilidade, fazem o sexo menos gostoso.
É por isso que as pessoas não usam. Não é porque elas não querem se infectar. Então, quais outras ferramentas estão à nossa disposição?
Uma forma é dar a eles Truvada, dar a eles remédios que possam reduzir o risco de infecção. Outra forma é ensiná-las sobre transmissão sexual. Outra é a circuncisão, para homens jovens.
A circuncisão não é amplamente praticada no Brasil. Mas ela pode reduzir o risco de contrair HIV. Há muitas ferramentas na caixa. Podemos usar todas elas. Não podemos apenas focar na camisinha. Porque esta estratégia, está provado, é falha no longo prazo.






- Você vê o Truvada positivamente, então.


A pesquisa é clara: o Truvada funciona. Há três estudos que mostram a mesma coisa: se você tomar este remédio todo dia, você está protegido do HIV. Mas o Truvada é mais caro que as camisinhas. Então muitas pessoas vão dizer: bem, vamos optar pela camisinha. Mas esta não é uma estratégia inteligente.
A estratégia inteligente é pensar em quais ferramentas temos, e qual é melhor para as pessoas que estão precisando. Se alguém vem à sua clínica e diz que não usa camisinhas porque não gosta, o que você diz? "Desculpe, você vai pegar Aids"? Não! Você adota outra estratégia de redução de riscos. O Truvada é uma delas.






- Você acha que o Truvada deveria ser bancado pelos sistemas públicos de saúde? É viável?


Sim, mas a coisa do Truvada é que ele não é para todos. Não deveriamos dizer para todo mundo que faz sexo tomar Truvada. Devemos focar nessas pessoas que deixam de usar camisinha. Precisamos identificar esses grupos, porque o risco é diferente. Para essas populações, eu acho que é uma decisão sábia que o sistema público proporcione o Truvada.






- O que você acha da atitude do Brasil para com a Aids?


O Brasil tem sido um grande líder mundial. É um país em desenvolvimento que tomou a dianteira do sucesso no combate à epidemia.
Por muitos anos, apontaria para o Brasil e à sua decisão de manufaturar seus próprios remédios e fazer com que o sistema público de saúde proporcione os remédios necessários para todos, e falaria sobre como a liderança política do país, em suas mais altas instâncias, estava fazendo a diferença na luta a esta doença.
Mas os tempos mudaram. A situação econômica é muito mais desafiadora e quando isso acontece, muito frequentemente os políticos tomam a péssima decisão de cortar o orçamento de programas sociais.
O Brasil não tem a mesma energia de dez anos atrás na luta contra a Aids. E se você faz cortes a esses programas, há um preço alto no longo prazo. Eu realmente acho que há o risco de que o Brasil esteja perdendo território para a Aids.






- E no cenário mundial, qual é o maior desafio?


Sabemos que não conseguimos... A ciência diz, hoje, que todo mundo que tem HIV deve ser tratado. Todo mundo. Não importa se é uma infecção nova, antiga, de alto ou baixo grau.
Mas não conseguimos prover tratamento rápido o suficiente para todos, por causa do ritmo com que as pessoas estão se infectando. Então, a longo prazo, não é uma decisão sustentável... A verdade é que precisamos investir em soluções de longo prazo.
E as únicas soluçõesneste caso são vacinas ou a cura. E por isso, a amFar optou por investir na cura. Enquanto não tivermos uma dessas duas coisas, nunca seremos capazes de proporcionar tratamento a todos que precisam. Este é o maior desafio.






- O quanto, realmente, estamos perto da cura? Em dez, vinte anos, chegaremos a ela?


Muito perto! Tenho certeza de que, em seu tempo de vida, teremos uma cura. Você irá viver o suficiente para ver a cura.
Eu acho que verei uma cura no meu tempo de vida. E mesmo quando tivermos uma cura, não quer dizer que poderemos curar todo mundo. Será complicado, e caro, e vamos ter que arranjar um jeito de fazer isso mais simples e barato.
Por isso, acredito que a Aids persistirá até muito depois que eu e você nos formos.
Mas achar a cura não é mais um desafio científico. É um desafio tecnológico. Porque, de fato, sabemos o que temos de fazer para curar as pessoas. Sabemos o que é preciso ser feito. O desafio é obter as ferramentas científicas para isso.
Então é como tentar ir à Lua. É como se, por 25 anos, nós tenhamos gastado dinheiro em pesquisa para chegar à Lua, sem saber onde ela era. Mas agora, sabemos onde a Lua está. Sabemos como chegar lá, e o desafio é construir a tecnologia para chegar até lá. É a mesma coisa com a Aids.




FONTE:




Brasil Post  |  De


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