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quinta-feira, 16 de abril de 2015

AMOR E VIVENCIAS DA INFANCIA



Relacionamentos amorosos são influenciados por vivências da infância



ThinkStock

Características buscadas no parceiro

ou parceria tem relação com nossos pais

       
 
Como psicóloga de abordagem psicanalítica, inicio este assunto dizendo, antes de tudo, que não há resposta única ou técnica para explicar as situações ou conflitos vividos por cada pessoa em sua vida pessoal, familiar, profissional e claro amorosa.
 
A psicanálise estuda, reflete e busca o respeito ao psiquismo humano, levando em consideração a particularidade de cada sujeito, entendendo sempre suas vivencias, elaborações e defesas, conforme suas necessidades e angústias.  Assim o tema será abordado de forma generalista e nada teórica, pincelando apenas algumas ideias que podem ajudar em reflexões. 
 
                           
Quando falamos de relacionamento amoroso, temos tendência na maioria das vezes a apontar o outro (nossos parceiros) e através deles tentar explicar ou justificar nossos conflitos neste assunto, porém, venho convidar vocês a refletir sobre outro viés. Vamos falar primeiramente da base de nossa existência, considerando e refletindo sobre a nossa primeira relação de amor na vida: A mãe e seu bebê, onde tudo começa! 
                           
Conforme atitudes e orientações da mãe e do pai, a criança vivencia e busca limites e sensações sobre quem é ou quem deveria ser, assim como sobre o que deve ou não fazer.
Os cuidados que recebemos desde o nascer, assim como a falta deles, as experiências sentidas, vividas ou ausentes neste período são registros que teremos arquivados, mesmo que ocultos, como nossas primeiras sensações de vida.
 
Os pais, normalmente são as pessoas mais próximas nos primeiros anos de vida, em conjunto a responsabilidade e expectativas que possuem sobre as crianças e por isso acabam tendo grande importância no desenvolvimento deste novo ser que chega ao mundo.
 
Os pais possuem a importância de "emprestar" seu olhar, seu sentir, seus cuidados, conceitos, cultura, crença e movimentos aos seus filhos, até quem um dia possam se perceber e fazer por si mesmos.

A primeira experiência de amor que temos na vida está relacionada com sensações similares a que esperamos e buscamos em nossas paqueras, paixões e namoros, a de enxergar e ser enxergado, de ser acolhido ou rejeitado, de sentir segurança ou abandono. Esta experiência é "aprendida" e sentida enquanto ainda nem mesmo sabemos quem somos (se é que algum dia saberemos?!).
 
O nosso primeiro ?estágio? de vida é muito misturado ao meio que nos acolhe, amamenta e cuida. Mãe e bebê são emocionalmente um só, durante um bom período, acreditam e sentem que precisam um do outro para viver. - Olha que interessante, este período, não nos lembra nossos momentos de paixão, onde acreditamos que sem o outro não vivemos ou não aguentamos, não superaremos... (vale pensar sobre isso). 
                           
Trazendo aqui de forma muito generalista e simplista, vale saber que após o nascimento e seus primeiros momentos/meses de vida o ser humano vai passar por algumas etapas em seu desenvolvimento onde irá viver a descoberta de si mesmo, do meio e da vida, e isso é sem dúvida alguma um período encantador.
 
Mas ao mesmo tempo viverá as primeiras experiências de frustrações, perdas e angustias, que são igualmente fundamentais para que se desenvolva saudavelmente no emocional, criando resistências e aprendendo sobre suas superações.
 
As experiências são diversas e cotidianas como: a perda do peito da mãe, da mamadeira, fralda, chupeta, quando descobre que a mamãe tem outro amor (o papai), quando tem que aprender a incluir mais pessoas em sua vida (ver e ser visto), ir para escola...
 
Essas experiências tão cotidianas e aparentemente banais na verdade são as nossas primeiras experiências amorosas, de prazer ou desprazer com o meio. É aqui e assim que começamos a formar nossa existência, a formar quem seremos, o que sentimos e que faremos. 
                           
Algumas fases ou experiências possuem maior impacto ou intensidade na questão amorosa e na forma como nos relacionamos com o meio, e por isso muitos me perguntam frequentemente sobre o Complexo de Édipo.
 
Sim, é uma etapa importante e ligada a questões amorosas, mas não porque é uma etapa e sim porque naquele momento de vida e do nosso desenvolvimento estamos abertos, curiosos e tendenciosos a observar alguns contextos conforme nossas necessidades.
 
A criança em determinada época começa a se perceber e também a perceber o meio, por isso deseja (precisa) entender qual é o seu papel neste mesmo meio em que vive. Conforme atitudes e orientações da mãe e do pai, a criança vivencia e busca limites e sensações sobre quem é ou quem deveria ser, assim como sobre o que deve ou não fazer. É uma fase importante. 
                           
Pensando nesta linha, convido vocês a refletir comigo: se meus primeiros sentimentos e vivências usam como base os sentimentos e vivências de um outro ser (mãe, pai), será que realmente tudo que penso, sinto e acho é exclusivamente meu? Se eu aprendi a enxergar o mundo, percebê-lo, receber dele o que ele acha e espera de mim, será que realmente tudo que busco ou nego é puramente dos meus pensamentos? 
                           
Com essas reflexões podemos iniciar algumas elaborações pessoais e entender que muitas de nossas atitudes, ou falta delas, tendem a estar relacionadas a processos vividos e experimentados desde muito cedo (sendo bons ou não) e que se tornaram pertencentes a nossa existência. 
                           
Utilizando destes conceitos, apenas citados de forma muito generalista aqui, parece mais que natural esperar que os nossos conflitos amorosos sejam um aprendizado de nossas primeiras experiências amorosas na vida. Logo vale pensar que aquilo que esperamos, cobramos ou mesmo nem nos importamos de nossos parceiros são na verdade questões particulares e de nossa existência.
 
O que faz alguém ficar ou não com outro alguém, superar ou não conflitos, na verdade tem uma explicação pessoal e ligada diretamente a nossas experiências vividas ou sentidas.
 
Por isso, a tal história de que buscamos nossos pais, em nossas relações amorosas, mesmo quando escolhemos o oposto deles. Temos um desejo, às vezes consciente outras vezes nem tanto, de buscar aconchegos, proteção, elogios, aprendizados, compensações de faltas e fugas de angustias. Para viver ou reviver isso é fundamental a presença do outro, inclusive e até mesmo para descontarmos em cima dele nossas frustrações e agressões. 
                            
Agora, imagine que assim como você e suas questões particulares, seu (sua) companheiro(a) também possui as questões de existência dele(a). Faz todo sentido esperar por conflitos e dificuldades numa relação, certo? O que não quer dizer que terão problemas por conta disso. 
                            
Porém, quando houver conflitos relevantes no entendimento do casal, vale e muito tentar entender, buscar apoio e elaborações a seu respeito, sua historia. Conhecer mais sobre nossos medos, faltas, desejos e sonhos ajuda a entender que buscamos ou cobramos de nossa relação, a continuidade ou a chance de nossa construção enquanto ser, repetindo algumas sensações e vivências do nosso existir, como o de ser enxergado e enxergar o outro, de ser desejado e desejar, ser sustentado ou sustentar, assim como sentir ou descobrir a necessidade de ser importante para um outro. São muitas as necessidades. 
                           
Para terminar, vale ressaltar que talvez a grande complexidade de nossas relações amorosas é que buscamos no outro nós mesmos, desde sempre, desde nossos pais.
 
 
ARTIGO DE ESPECIALISTA
foto especialista
Raquel Baldo Vidigal                             
Psicólogo - CRP 79518/SP
especialista minha vida

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