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segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

PÁSCOA DO AT e CEIA DO NT

Relação entre a Pácoa no AT e a Ceia do Senhor no NT

A ceia do Senhor hoje a exemplo de Jesus com seus discípulos no passado é uma refeição maravilhosa em sua presença


“Cristo, nosso cordeiro pascal, foi imolado” (1° Co 5.7b).

Em Israel anualmente se celebra algumas festas e todas têm em si uma relação histórica e educacional com a nação, são elas: a Páscoa, o Pentecostes, Tabernáculos, Expiação, Dedicação e Purim. Iremos analisar neste artigo a relação da Páscoa no AT com Ceia no NT.

A páscoa foi historicamente instituída e observada pela primeira vez no Egito quando as famílias de Israel foram isentas da morte dos primogênitos mediante o sacrifício do cordeiro pascal (Êx 12.1−13.10). A páscoa foi o ato redentivo de Deus pelo qual Israel se tornou seu povo.

O significado da palavra páscoa no original hebraico é passar por cima. Deus ao enviar o anjo da morte para matar todos os primogênitos do Egito, cumprindo a décima praga, passou por cima das casas dos israelitas: “O sangue vos será por sinal nas casas em que estiverdes: quando eu olhar o sangue, passarei por vós, e não haverá entre vós praga destruidora, quando eu ferir a terra do Egito” (Êx 12.13).

O significado da palavra ceia é refeição. A ceia do Senhor hoje a exemplo de Jesus com seus discípulos no passado é uma refeição maravilhosa em sua presença (Lc 22.14−23). A páscoa também foi uma refeição na presença de Deus. Êxodo nos diz como as famílias israelitas tinham que comer o carneiro sacrificado: “lombos cingidos, sandálias nos pés e cajado na mão; comê–lo–eis à pressa: é a páscoa do Senhor” (Êx 12.11). Algumas pessoas poderiam argumentar que em hipótese alguma uma refeição feita às pressas poderia ser deliciosa. Devemos observar que a lição maior é prontidão. Prontidão para comer em obediência seguindo avante à liberdade.

Para o povo de Israel uma boa comida e bebida eram consideradas parte das alegrias da vida. A maioria dos judeus mais religiosos tinha o habito de dar graças a Deus à mesa pela refeição. Este era um costume muito arraigado entre os judeus. Jesus e Paulo seguiram este costume (Mt 26.26; Jo 6.11; At 27.35). Muitas amizades são feitas, bem como acordos selados em meio a refeições. É neste momento crucial que as famílias são mais fortalecidas. Era neste sentido que Israel se colocava à mesa em momentos importantes na presença de Javé, como por exemplo, o da páscoa.

Deus escolheu os hebreus unicamente por seu infinito amor e graça. Pedro nos diz que o povo escolhido por Deus é uma nação santa, uma propriedade exclusivamente Sua (1° Pe 2.3). É por isso que seu povo em hipótese alguma poderia sentar à mesa e tomar parte nas refeições dos povos gentios; isto implicaria compromisso, lealdade aos seus deuses (Êx 34.15; Nm 25.35).

Devemos ressaltar agora um princípio de interpretação bíblica chave na elucidação da relação entre a páscoa no AT e a ceia no NT – a Tipologia. A Tipologia é um modelo, imagem ou sombra de alguma outra coisa. O tipo é uma prefiguração. Aponta para o futuro. O AT está cheio de tipos, por exemplo: Moisés como mediador entre Deus e o homem é um tipo de Cristo; Isaque sendo oferecido em sacrifício a Deus por Abraão é um tipo de Cristo; e o mais importante: os sacrifícios no AT eram uma prefiguração de Cristo.

Os sacrifícios que eram realizados anualmente (Hb 9.7) apontavam para Jesus. Na páscoa as famílias israelitas , como já dissemos, foram isentas da morte dos primogênitos mediante o cordeiro pascal.

Esta bênção foi de tal magnitude que para comemorar e selar este ato divino, Deus instituiu a páscoa: “Este dia vos será por memorial, e o celebrareis como estatuto perpétuo” (Êx 12.14).

Não devemos ter dúvidas que este memorial foi celebrado pelos judeus até o tempo de Jesus.

Na verdade, Jesus morreu no período da páscoa (Lc 22.7,14).


Duas perguntas aqui são cruciais:

se a páscoa devia ser celebrada perpetuamente como memorial, por que Cristo instituiu e ordenou a ceia?
Por que nós cristãos a observamos?

Louis Berkhof em sua Teologia Sistemática nos ajuda muito neste ponto, ele diz: “O Novo Testamento atribui à páscoa um significado típico (1° Co 5.7 – “Cristo, nosso cordeiro pascal, foi imolado”), e, assim, vê nela não somente uma rememoração da libertação do Egito, mas também um sinal da libertação da escravidão do pecado, bem como da comunhão com Deus no messias prometido. Foi em conexão com a refeição pascal que Jesus instituiu a santa ceia”. Concluindo argumenta: “Cristo utilizando elementos presentes naquela, efetuou uma transição muito natural para esta”.

Os seguintes argumentos provam que não era mais necessária a observância da páscoa segundo a antiga aliança:

- O cordeiro pascal tinha significado simbólico. Assim, todos os sacrifícios cruentos do AT ensinavam ao povo através das sombras que o derramamento de sangue era necessário para a remissão dos pecados, mas até certo período. Eles apontavam para o grande sacrifício futuro que seria apresentado na plenitude do tempo para tirar o pecado do mundo (Hb 10.12). Em vista disto seriam desnecessários sacrifícios anuais. Jesus entrou no santíssimo lugar e ofereceu de uma vez por todas um único sacrifício por todos aqueles que o Pai Lhe deu antes dos tempos eternos (Hb 9.26).

- A páscoa tinha significado nacional como um memorial da liberdade de Israel do cativeiro egípcio. Esta liberdade, como bênção de Deus para seu povo, deveria ser por Israel anunciada ao mundo; mas infelizmente isto não aconteceu. Pior, eles se fecharam em si hostilizando os outros povos por se acharem privilegiados. Mas pela morte de Cristo, a parede da divisão que se levantou entre judeus e gentios na história foi derrubada e as bênçãos da salvação foram estendidas ao mundo inteiro. Somente a ceia como símbolo de um novo tempo instituído por Cristo para acompanhar o progresso da revelação de Deus.

Em vista do que foi apresentado, concluímos que a páscoa, um símbolo com sabor nacional (Israel), foi substituído por Cristo por outro com implicação universal – A ceia do Senhor. “Cristo, nosso cordeiro pascal, foi imolado” (1° Co 5.7b).




Pr. Vilmar Rodrigues Nascimento
Fonte: www.icrvb.com

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